Nova Montana 2017: chegada da terceira geração Lançamento
Nova Montana 2017: chegada da terceira geração Lançamento
Durante o início do ano, especulou-se se a Chevroletrealmente
estaria trabalhando em uma Montana 2017 para entregar ao mercado ou se pensaria
em um veículo novo – talvez, até mesmo em outra categoria, como um concorrente
da Renault e da Fiat nas
recém lançadas picapes intermediárias.
A posição oficial finalmente foi revelada e,
surpreendentemente, foi a de voltar a dar a atenção necessária à Montana, que
parecia abandonada havia alguns anos no mercado local, recebendo apenas
adaptações a seus modelos de inspiração quando estes recebiam atualizações.
A GM Brasil diz que irá trabalhar de verdade na
Montana 2017, inclusive entregando uma terceira geração do veículo, que parecia
mais próximo da aposentadoria do que de uma nova geração, nos últimos tempos.
Saiba o que esperar da nova versão da picape da
Chevrolet em 2017:
Nova geração, nova inspiração
A nova geração da Montana claramente busca resolver um
problema que sempre foi apontado no veículo: seu visual. Pouco expressivo e
bastante ignorável, o design era, até então, um dos pontos mais fracos da
picape, que – em suas últimas versões – trazia sua inspiração do Agile.
Segundo a GM, o plano é outro, agora. Em sua terceira
geração, a Montana 2017 deve ser inspirada sobretudo no Onix,
que possui um visual bastante consolidado no mercado brasileiro, o que pode
auxiliá-la a atingir resultados de vendas melhores.
A montadora ousou, inclusive, afirmar que o carro trará
linhas que remontam a ideia visual do sedã médio da linha da Chevrolet, o Cruze.
Se o plano obtiver sucesso, certamente trata-se de um passo inédito na
construção de uma Montana que seja verdadeiramente competitiva em sua
categoria.
A ideia é, aliás, bastante compreensível, considerando o
recente esforço da marca em adotar um identidade visual nivelada para cima,
dando a todos os seus veículos um toque diferenciado de sofisticação inspirada
no sedã.
Fim da
cabine simples
Outro passo corajoso da GM
foi adotar uma política semelhante à concorrência em relação à cabine da
picape. Para evitar a imagem de “opção de baixo orçamento” do veículo, a
montadora já declarou que, assim como a Strada e a Saveiro, só oferecerá as versões de cabine
estendida e cabine dupla na Montana 2017, acabando de maneira definitiva com a
versão simples (que poderia ser, aliás, um de seus diferenciais, pensando sob
uma perspectiva pragmática).
Mais
potente
Outro anúncio relevante a
respeito do veículo é a substituição do já cansado motor 1.4 de 99 cavalos de
potência pelo 1.8 utilizado no Cobalt, que apresenta cerca de 10 cavalos de
potência a mais, mas um torque 50% maior do que o motor atual, o que ofereceria
uma possibilidade de aplicação profissional mais intensa para a Montana 2017.
Preço
e concorrência
Embora ainda não tenha
anunciado os valores da Montana 2017, há informações que a Chevrolet só precisa
fornecer por uma questão de formalidade entre a empresa e a imprensa.
Diferentemente do que está prestes a ocorrer com todo o resto de sua linha,
onde modelos e preços receberão um upgrade proporcional para dar espaço ao Spark e
grandiosidade ao Onix, há pouco espaço para a Montana 2017 subir seu preço.
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Na verdade, se a GM
estivesse preocupada apenas com seus concorrentes diretos e com a queda do
mercado automobilístico, a Montana já não teria a força necessária para subir
seus preços, mas este não é todo o problema da montadora.
O segmento das picapes do
tamanho da Montana 2017 está perigosamente próximo do segmento de picapes
intermediárias recém lançadas – em especial à Renault Oroch, que possui um valor bastante
competitivo em relação aos carros menores.
Por isso, a Montana 2017 só
deve modificar seu valor no que diz respeito à troca de cabine, pareando os
números com o de seus concorrentes, sem fugir do esperado no quesito “preços”,
quando chegar de forma definitiva ao mercado.


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