A vida é um sopro ', diz Marcelo Serrado sobre morte de Montagner, que completa um ano
A vida é um sopro ', diz Marcelo Serrado sobre morte de Montagner, que completa um ano

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Era 13 de novembro de 2016 e Marcelo Serrado batia um papo com Domingos Montagner regado a algumas cervejinhas. Eles falavam sobre a vida. Estavam hospedados na casa de Dona Canô, mãe de Caetano Veloso, na Bahia, onde gravavam cenas da novela "Velho Chico" (Globo).
Serrado não imaginava que, cerca de 72 horas depois, no dia 15, Montagner morreria afogado nas águas do rio São Francisco, na cidade de Canindé do São Francisco (SE).
"É uma coisa muito louca. A vida é um sopro", diz Serrado, em conversa com uma reportagem.
O ator, que ajudou nas buscas ao colega, está resolvido, relembrou os momentos que antecederam à notícia da morte. Ele gravava cenas com Marcos Palmeira, em uma lancha, cerca de duzentos metros de onde encontra Montagner e Camila Pitanga, que presenciou a tragédia.
Serrado não tem o costume de levar celular para gravação, mas nesse dia levou. Recebeu várias mensagens desencontradas dizendo que "algo estranho tinha acontecido com Domingos, que ele tinha desaparecido".
"Não sei não é um desespero. Não achamos que a uma coisa era grave. O Domingos era grande, imagino que é capaz de ser encontrado." Quando terminar uma gravação, eu e Marcos [Palmeira] fomos procurá-lo de lancha, pro lado esquerdo e eu pro direito. O desespero foi visto quando a gente chegou na praia e viu aquelas duzentas pessoas. "
O ator diz que não tinha uma relação de amizade com Montagner antes de contracenar com ele em "Velho Chico", mas relata que se aproximam bastante durante como gravações.
"Ele é um artista que semper admirei muito. Ele era um cara extremamente correto, brincalhão palhaço, né? E ao mesmo tempo muito ligado a família dele", afirma.
Serrado conta, na época do falecimento do amigo, como pessoas na rua vinham o dar os pêsames como se Montagner fosse seu parente.
"[A morte de Domingos] mexeu muito comigo. Foi uma coisa muito difícil para quem estava lá com um papel. Continua a trabalho uma coisa muito dura para todos nós".
ETERNO PALHAÇO
Santo, personagem de Montagner em "Velho Chico", marcou a 12ª participação de Montagner na televisão, que apresentou o ator no seriado "Mothern" (GNT), em 2008.
Em 2011, seu melhor filme em uma novela, já com destaque, como o cangaceiro Herculano em "Cordel Encantado" (Globo). Depois, transformou-se em rosto recorrente na emissora, atuando em títulos como "Salve Jorge" (2012) e "Sete Vidas" (2015).
Ele estreou nos cinemas em 2012, fazendo uma participação não longa "Gonzaga - de Pai Pra Filho"
O ator no entanto, fazia questão de se afirmar palhaço. Começou a carreira estudando com a atriz Myriam Muniz e em em Circo Escola Picadeiro. Foi lá que conheceu Fernando Sampaio, com quem criou o grupo La Mínima, em 1997.
"Domingos estourou já com seus 45 anos. Ele foi um cometa. Estourou e depois so fez protagonista. Não há algo de idade dele assim: forte, bonito, meio grisalho, tipo um George Clooney, extremamente bom ator, que vem do circo, que tinha uma companhia ", diz Serrado, que é fã assumido de Montagner. "O Domingos era um ser de luz".
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Era 13 de novembro de 2016 e Marcelo Serrado batia um papo com Domingos Montagner regado a algumas cervejinhas. Eles falavam sobre a vida. Estavam hospedados na casa de Dona Canô, mãe de Caetano Veloso, na Bahia, onde gravavam cenas da novela "Velho Chico" (Globo).
Serrado não imaginava que, cerca de 72 horas depois, no dia 15, Montagner morreria afogado nas águas do rio São Francisco, na cidade de Canindé do São Francisco (SE).
"É uma coisa muito louca. A vida é um sopro", diz Serrado, em conversa com uma reportagem.
O ator, que ajudou nas buscas ao colega, está resolvido, relembrou os momentos que antecederam à notícia da morte. Ele gravava cenas com Marcos Palmeira, em uma lancha, cerca de duzentos metros de onde encontra Montagner e Camila Pitanga, que presenciou a tragédia.
Serrado não tem o costume de levar celular para gravação, mas nesse dia levou. Recebeu várias mensagens desencontradas dizendo que "algo estranho tinha acontecido com Domingos, que ele tinha desaparecido".
"Não sei não é um desespero. Não achamos que a uma coisa era grave. O Domingos era grande, imagino que é capaz de ser encontrado." Quando terminar uma gravação, eu e Marcos [Palmeira] fomos procurá-lo de lancha, pro lado esquerdo e eu pro direito. O desespero foi visto quando a gente chegou na praia e viu aquelas duzentas pessoas. "
O ator diz que não tinha uma relação de amizade com Montagner antes de contracenar com ele em "Velho Chico", mas relata que se aproximam bastante durante como gravações.
"Ele é um artista que semper admirei muito. Ele era um cara extremamente correto, brincalhão palhaço, né? E ao mesmo tempo muito ligado a família dele", afirma.
Serrado conta, na época do falecimento do amigo, como pessoas na rua vinham o dar os pêsames como se Montagner fosse seu parente.
"[A morte de Domingos] mexeu muito comigo. Foi uma coisa muito difícil para quem estava lá com um papel. Continua a trabalho uma coisa muito dura para todos nós".
ETERNO PALHAÇO
Santo, personagem de Montagner em "Velho Chico", marcou a 12ª participação de Montagner na televisão, que apresentou o ator no seriado "Mothern" (GNT), em 2008.
Em 2011, seu melhor filme em uma novela, já com destaque, como o cangaceiro Herculano em "Cordel Encantado" (Globo). Depois, transformou-se em rosto recorrente na emissora, atuando em títulos como "Salve Jorge" (2012) e "Sete Vidas" (2015).
Ele estreou nos cinemas em 2012, fazendo uma participação não longa "Gonzaga - de Pai Pra Filho"
O ator no entanto, fazia questão de se afirmar palhaço. Começou a carreira estudando com a atriz Myriam Muniz e em em Circo Escola Picadeiro. Foi lá que conheceu Fernando Sampaio, com quem criou o grupo La Mínima, em 1997.
"Domingos estourou já com seus 45 anos. Ele foi um cometa. Estourou e depois so fez protagonista. Não há algo de idade dele assim: forte, bonito, meio grisalho, tipo um George Clooney, extremamente bom ator, que vem do circo, que tinha uma companhia ", diz Serrado, que é fã assumido de Montagner. "O Domingos era um ser de luz".
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